quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Reis Magos

Na véspera do Dia de Reis deixamos o poema que se segue:

Os reis magos


São três e chegam de longe
com um sonho na bagagem:
querem estar com o menino
antes que finde a viagem.

São magos do Oriente,
mas não são magos de rua;
acreditam nos cometas,
nas estrelas e na lua.

São os magos viajantes
que resistem à fadiga,
seguindo o rasto de luz
de uma estrela que é amiga.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017


Celebração da época Natalícia

 Trabalhos de alunos, professores, encarregados de educação e assistentes operacionais da EB1 de Miratejo, para celebrar a quadra que termina dia 6, Dia de Reis.



Parabéns a todos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O baile na biblioteca


Requisições domiciliárias -1º período

A biblioteca escolar em articulação com as professoras titulares promovem as requisições domiciliárias como uma das formas de incentivo à leitura de modo a induzir nos alunos o gosto pelos livros e o prazer da leitura.
Todas as turmas, com exceção do 1º ano que vai iniciar as requisições no 2º período, passaram pela biblioteca e procederam à requisição de livros. Trata-se de uma atividade que se pretende semanal, o que nem sempre é possível tal como revelam os números.


As turmas A e B do 2º  ano estão de parabéns pelo número de requisições que fizeram durante o primeiro período!

A importância da leitura


O gosto pelos livros e pela leitura deve ser incentivado desde a mais tenra idade, primeiro através da imagem e do contar ou ler histórias e depois através da leitura orientada ou individual, pelo que o empenho nesta área dos encarregados de educação, educadores e professores num trabalho colaborativo com as bibliotecas escolares e municipais se reveste da maior importância. É bem verdade que de “pequenino se torce o pepino”.

sábado, 24 de dezembro de 2016

A Missa do Galo

A poucas horas da Consoada deixo o texto

A Missa do Galo
Na noite de breu do meu Alentejo, quando o Natal se avizinhava e o 24 de dezembro caminhava, horas tardias, para a Missa do Galo, havia no ar fumo e cheiro a azinho queimado nas lareiras e o agradável odor do azeite a fritar as filhós e as azevias.
De vez em quando, das pedras da rua, chegavam-nos passos apressados de bota alentejana cardada a caminho do aconchego  da lareira. Da porta da rua vislumbravam-se, ao fundo da rua, os vultos envoltos em capotes e samarras de pele de raposa.
Noite dentro, meia-noite nascida, a igreja acolhia o ritual da Missa do Galo e beijava-se a imagem do Menino Jesus.
O presépio era construído, semanas antes, com o mais belo musgo das pedreiras da ribeira do Mato  Brito que a meninada da catequese recolhia com o ânimo e a alegria de operários que recolhem os elementos e os materiais para a construção do mundo da sua imaginação: o presépio da igreja da aldeia, com todas as figuras a que tinha direito, segundo os cânones de então.
Volto sempre ao Natal da minha aldeia.
Por vezes recordando, mas volto sempre, que essa é a grande capacidade da nossa imaginação: voltar sempre ao lugar da nossa felicidade que é quase sempre o lugar onde fomos meninos. (p.45)


Porfírio, Manuel, (2016).30 Contos de Réis e outras histórias. Lisboa: Edições Colibri